Entenda as novas exigências e por que o sistema financeiro brasileiro está passando por mudanças
O sistema financeiro brasileiro está passando por uma nova fase de modernização e fortalecimento da segurança digital. Nos últimos meses, o Banco Central anunciou uma série de medidas que impactam instituições financeiras, empresas de pagamento e, consequentemente, algumas cooperativas de crédito.
Mas, afinal, o que está mudando? E o que isso significa para os cooperados?
A boa notícia é que o objetivo dessas mudanças é aumentar a segurança, a transparência e a estabilidade de todo o ecossistema financeiro brasileiro.
Por que o Banco Central decidiu criar novas regras?
Com a popularização do Pix e o crescimento acelerado das soluções financeiras digitais nos últimos anos, novas empresas passaram a participar do sistema de pagamentos brasileiro.
Esse crescimento trouxe benefícios, como mais praticidade e inclusão financeira, mas também aumentou a necessidade de fortalecer os mecanismos de segurança e supervisão.
Diante desse cenário, o Banco Central decidiu tornar as exigências mais rigorosas para todas as instituições que atuam nesse ambiente.
Segundo o próprio Banco Central, as medidas têm como objetivo reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional e reduzir vulnerabilidades operacionais.
Quais foram as principais mudanças?
1. Instituições de pagamento precisarão ter autorização própria do Banco Central
Uma das principais mudanças é que as instituições de pagamento menores deverão buscar autorização direta do Banco Central para continuar atuando em determinadas operações.
Na prática, o Banco Central está reduzindo a dependência de modelos intermediários e aumentando a supervisão sobre quem participa do sistema.
Essa medida traz mais controle e transparência para o mercado.
2. Cooperativas de crédito não poderão mais atuar como responsáveis no Pix para instituições sem autorização
Outra mudança importante afeta diretamente algumas cooperativas de crédito.
O Banco Central determinou que as cooperativas não poderão mais atuar como responsáveis pelas operações de Pix de instituições de pagamento que ainda não possuem autorização própria.
A medida busca separar responsabilidades e fortalecer a governança do sistema.
Embora essa mudança exija adaptações operacionais, ela faz parte de um movimento nacional de reorganização e segurança.
3. Foi criado um limite para determinadas operações
Instituições de pagamento sem autorização direta e participantes que utilizam determinados modelos terceirizados de conexão ao sistema financeiro passam a ter um limite de R$ 15 mil por transação via Pix e TED.
Esse limite pode ser flexibilizado caso sejam comprovados requisitos adicionais de segurança tecnológica.
4. As exigências tecnológicas ficaram mais rigorosas
Empresas que fornecem infraestrutura tecnológica para o sistema financeiro, conhecidas como PSTIs (Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação), também passaram a ter novas obrigações.
Agora, essas empresas precisam cumprir critérios mais robustos de governança, segurança cibernética e capacidade operacional.
O objetivo é diminuir riscos sistêmicos e fortalecer a proteção dos dados e das transações.
O que muda para os cooperados?
A principal mensagem é: o cooperado não precisa se preocupar.
Essas mudanças fazem parte de um processo regulatório nacional e não representam um problema isolado de uma única instituição.
Em muitos casos, as cooperativas precisam reorganizar seus modelos operacionais, revisar serviços oferecidos e buscar novas alternativas para continuar atendendo seus associados da melhor forma possível.
Ao mesmo tempo, a essência do cooperativismo permanece a mesma: proximidade, confiança e compromisso com as pessoas.
Um sistema financeiro mais seguro beneficia todos
Assim como a tecnologia evolui, as regras também precisam evoluir.
As novas exigências mostram que o sistema financeiro brasileiro está entrando em uma nova etapa, mais preparada para lidar com os desafios da digitalização e da segurança cibernética.
Para os cooperados, esse é um momento de acompanhar as mudanças com tranquilidade e buscar informações em fontes confiáveis.
Na Cred.Ufes, acreditamos que transparência também é uma forma de cuidado.
Por isso, continuaremos transformando temas complexos em informações simples, acessíveis e úteis para quem faz parte da nossa comunidade.
Fontes de pesquisa
• Banco Central do Brasil – BC aprova medidas para reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20827/nota
• Banco Central do Brasil – Aprimoramento dos mecanismos de segurança do Pix: https://www.bcb.gov.br/detalhenoticia/20568/nota
• Resolução BCB nº 429/2024 – Alterações nas regras de participação no Pix e requisitos para instituições de pagamento
• Voto BCB nº 109/2025 – Fortalecimento dos requisitos de segurança, limites operacionais e novas exigências tecnológicas
Autora e publicação: Brunna Gambarini.
Aprovação: Sangoold Guilherme.
Fonte das imagens:


